Em evento do CNJ, diretora da Anoreg/BR destaca atos cartorários para acesso à Justiça

Encontro virtual tratou da democratização de serviços; representante da entidade nacional falou sobre as ações realizadas pelo extrajudicial em prol da sociedade

A diretora executiva da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Fernanda de Almeida Abud Castro, participou nesta segunda-feira (22.02) do II Democratizando o acesso à Justiça: Justiça social e Poder Judiciário no Século XXI, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Comissão Permanente de Democratização e Aperfeiçoamento dos Serviços Judiciários. Durante o encontro online, transmitido ao vivo no canal do CNJ no YouTube, a diretora pontuou a atuação dos cartórios brasileiros junto ao Poder Judiciário, promovendo o acesso da população à Justiça social por meio dos serviços prestados.

Diante da proposta do evento, a favor de ações de combate à discriminação, ao preconceito de raça, gênero, condição física, orientação sexual, religiosa e de outros direitos protegidos, defendidos pela Constituição Federal de 1988, Castro destacou a necessidade das instituições de se adaptarem às novas realidades. “É indiscutível que, no decorrer dos séculos, a sociedade vem sofrendo inúmeras metamorfoses, e o Direito brasileiro, em consequência, foi se adequando, e, com isso, suas instituições também se transformaram”, afirmou.

A representante da Anoreg/BR alegou que atividades e atos já realizados pelos cartórios em todo o País contribuem com as causas do Direito Civil, tais como ações para minimizar o subregistro, abertura de postos avançados do Registro Civil nas maternidades, reconhecimento de paternidade e a alteração de gênero, disponibilização de certidões virtuais, implementação de plataformas virtuais para realizar escrituras públicas sem precisar ir até o cartório, simplificação no processo de abertura de sociedades, entre outros.

Além dos serviços, a diretora falou, ainda, sobre as campanhas de proteção patrimonial aos idosos, pessoas com deficiências e à mulher, e o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ao final da apresentação, ela reforçou o papel dos 13.440 cartórios do País, que dispõem da capilaridade para auxiliar a sociedade em todo o território brasileiro. “Os cartórios, mais do que nunca, são agentes da cidadania. E temos muito orgulho de atuar ao lado do Poder Judiciário.”

Fonte: Assessoria de Comunicação – Anoreg/BR