Gestão da Qualidade deve ser específica para cada cartório, afirma auditor do PQTA

Live sobre o tema é resultado da parceria entre a Diretoria de Qualidade da Anoreg/BR e o Instituto Evolução Humana

Nesta quarta-feira (20), a live da Diretoria de Qualidade da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), em parceria com o Instituto Evolução Humana, tratou o tema “Descomplicando a Gestão – A Trilha da Qualidade”. Durante o encontro ao vivo, a partir das 18h, Adriano Sanches, administrador e auditor do Prêmio Qualidade Total Anoreg (PQTA), ressaltou que a prática da Gestão da Qualidade deve ser adaptada e personalizada para a realidade de cada cartório.

“A atividade dos cartórios é extremamente dinâmica. Dentro desse contexto, as metodologias de gestão devem ser feitas de uma forma enxuta e coesa. O desafio é implantar o sistema de gestão em uma serventia em que a atividade é dinâmica e, ao mesmo tempo, rotineira. O processo não pode ser burocrático para que a serventia consiga administrar o trabalho de gestão, e que os colaboradores consigam entregar as tarefas nos prazos”, afirmou.

De acordo com Sanches, o primeiro passo para implementar a Gestão de Qualidade é determinar a finalidade desse sistema para a serventia. É preciso, segundo ele, que o oficial titular ou substituto responsável pelo cartório especifique, de forma clara, para a equipe de colaboradores, o objetivo dos novos processos, levando em conta o contexto em que a serventia está inserida. “É necessário interpretação e desenvoltura no momento de implementar as normas na sua serventia”, disse. Em relação a dinamicidade da atividade cartorária, Sanches lembrou que as alterações são oriundas, também, de mudanças periódicas nas normas que regem a gestão dos cartórios.

Maria Aparecida Bianchin, diretora de Qualidade da Anoreg/BR e coordenadora do PQTA, destacou que as lives promovidas pela Diretoria de Qualidade da entidade nacional, nas últimas semanas, visam disseminar e consolidar a cultura da Qualidade no meio notarial e registral. Nesse sentido, ela alegou que “gestão descomplicada é essencial para que os líderes consigam empreender uma prestação de serviços otimizada e de qualidade, para que tenha ganhos”. Durante a live, ela questionou como deve ser administrado o fluxo de caixa das serventias no contexto da gestão.

Em resposta, Sanches explicou que a área financeira deve ser inserida no planejamento mensal e anual do cartório. “Quando falamos de fluxo de caixa, é ter planejado o que você tem de gasto mensal e provisionado o que você vai ter de gasto no futuro. É preciso lembrar, ainda, que o lucro do negócio é do negócio. O titular tem que ter o salário mensal fixo, mas o dinheiro deve ser investido no negócio”, disse.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Anoreg/BR