Especialistas afirmam que ações socioambientais devem integrar a rotina dos cartórios

Auditores do PQTA debateram a importância da manutenção estrutural e de ações sociais na serventia para segurança e saúde de toda a comunidade envolvida

Nesta quinta-feira (14), especialistas apresentaram as ações que devem ser praticadas pelos cartórios do Brasil para manutenção das instalações e gestão da segurança e saúde no trabalho. A inclusão de atividades socioambientais no cotidiano da serventia foi destacada pelos participantes como um ponto essencial de conscientização e cooperação com a comunidade local. As afirmações foram feitas durante live realizada pela Diretoria de Qualidade da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) e a Brisot Consultoria & Treinamento. Acesse aqui na íntegra.

Valério Brisot, diretor da Brisot Consultoria & Treinamento, ressaltou que a estrutura física do cartório impacta no desempenho dos colaboradores e na fidelidade do usuário. “As cadeiras, a iluminação adequada e o conforto térmico, por exemplo, influenciam diretamente na prática cartorária”, disse. Segundo ele, é preciso criar rotinas, mensais e semanais, de manutenção e limpeza interna como parte da segurança e saúde da serventia. “Verificar caixas d’água e fazer a manutenção do ar condicionado são ações que garantem as condições mínimas de uso do local, além da criação de um formulário anual para trabalhos de verificação da construção do prédio também”, afirmou.

De acordo com o Alberto Takashi Abukawa, auditor e consultor do PQTA, os cartórios podem promover campanhas de conscientização com gasto financeiro mínimo. “Ações sociais, como a Semana da Saúde, e campanhas de doação de sangue e de atenção no trânsito, são temas sensíveis à sociedade e que podem ser trabalhados, com gasto mínimo, pelo cartório. Todo mês tem algo que pode ser feito para a serventia passar uma informação importante ao usuário. O social é o envolvimento dos colaboradores e titulares dos cartórios como algo constante”, explicou. Ele apontou ainda que a mudança comportamental deve ser iniciada dentro da serventia com análise do consumo de energia elétrica, água, implementação de processos de reciclagem e plantio de mudas, que servem, também, de exemplo para os colaboradores. “Eles levam essas mudanças para casa”, concluiu.

Com o objetivo de mostrar que as adaptações estruturais podem ser praticadas pelos cartórios de todas as regiões e do interior do país, Maria Aparecida Bianchin, diretora de Qualidade da Anoreg/BR e coordenadora do PQTA, disse que as serventias que tiverem menos recursos podem solicitar um profissional da prefeitura local para verificar o estabelecimento. “Às vezes, a gente peca na rotina de manutenção. Precisamos verificar, durante as obras, se as instalações estão sendo feitas da forma correta porque o gasto é grande e não podemos correr riscos. Na cidade do interior, também tem profissionais da prefeitura para elaborarem as plantas do edifício e auxiliarem na construção da forma correta. Os pequenos cartórios podem procurar esses serviços para darem algum apoio com as regras de acessibilidade, por exemplo”, destacou Bianchin, que também é registradora de imóveis do Cartório do 1º Ofício de Poxoréu, no interior do estado do Mato Grosso.

Durante a live, os especialistas apontaram a acessibilidade como fator indispensável na estrutura física e no treinamento de pessoal da serventia. Abukawa ressaltou que a infraestrutura deve ser pensada com o objetivo de fornecer autonomia a todos os usuários na busca pelo serviço notarial e de registro. Nesse sentido, Brisot lembrou que existem legislações que tratam do tema, mas que o bom senso também é fundamental.

Normas e reconhecimentos

Maurício de Oliveira Mota, auditor e supervisor do PQTA, apresentou normas que tratam do comportamento socioambiental que devem ser praticadas pelos notários e registrados. A Norma Regulamentadora 9 (NR) estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), que visa evitar acidentes e situações insalubres. Já a NR-7, prevê o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que determina a realização de exames ao longo do contrato de trabalho para avaliar possíveis impactos. “Para cumprir a norma, não basta o exame admissional, precisa fazer o exame periódico, que muita gente negligencia. É uma segurança para o empregador e para o colaborador”, criticou.

A diretora de Qualidade da Anoreg/BR ressaltou que o cumprimento das normas tem o objetivo de assegurar a saúde e a segurança dos colaboradores e do próprio titular da serventia. “Essa preocupação que temos que ter não é pelos requisitos do PQTA”, alegou. Ela lembrou ainda que a Rede Ambiental e de Responsabilidade Social dos Notários e Registradores (RARES-NR) realiza uma premiação, com entrega de selos de responsabilidade ambiental, para que as campanhas realizadas por cartórios em diferentes regiões do país sejam compartilhadas e sirvam de exemplo.

A Brisot Consultoria & Treinamento disponibilizou aos notários e registradores duas planilhas de Plano de Limpeza e Manutenção. Clique no formato desejado para acessar o material: planilha mensal e planilha anual.

Nesta sexta-feira (15), a live com os especialistas vai tratar da Gestão da Informação e Controle de Dados, e Gestão da Inovação. Já na próxima segunda-feira (18), acontece a live de apresentação das novidades da edição de 2020 do PQTA. Ambas são transmitidas, a partir das 9h, no horário de Brasília, no Instagram (@branoreg) e no canal do Youtube da Anoreg/BR.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Anoreg/BR