2º lugar do Prêmio Rares voltado a Cartórios vai para projeto no Pará

Ação social “Não se Cale, Registre” que trata dos direitos da criança e do adolescente é do 1º Serviço de Registro de Imóveis da Comarca de Belém

Com o objetivo de incentivar a denúncia e auxiliar o acolhimento de crianças vítimas de diferentes violências, o projeto social “Não se Cale, Registre”, do 1º Serviço de Registro de Imóveis da Comarca de Belém (PA), ficou em 2º lugar na categoria Cartórios do Prêmio Rares 2019.

De acordo com o oficial titular da serventia extrajudicial, Cleomar Carneiro de Moura, uma das principais atividades do projeto é promover a articulação das diversas instituições que compõem a rede de acolhimento, com o objetivo de providenciar, o mais rápido possível, o encaminhamento de casos que não são de sua competência para os locais adequados.

“O objetivo do programa é sensibilizar, fortaleza e capacitar multiplicadores no combate a violência e a criminalidade contra esses jovens”, destacou Moura. Dessa forma, a conscientização dos pais, professores e parentes sobre a importância da realização de denúncias, é fundamental para auxiliar no acesso aos órgãos governamentais e garantir apoia às iniciativas de casas de acolhimento e de tratamento das crianças vítimas de abuso.

A ação social, que atua desde maio do ano passado, conta com a ajuda de 35 membros. Para Moura, a premiação estimula o crescimento do projeto e garante maior visibilidade ao tema, aumentando, assim, o número de colaboradores na execução das atividades sociais.

O Prêmio sempre expressa o reconhecimento de um trabalho. Ser reconhecido nacionalmente, como o segundo melhor projeto social, nos deu uma motivação muito maior para avançarmos neste projeto que é tão difícil e tem tantos desafios. Não é fácil combater este crime, com causas múltiplas e complexas, relacionadas com questões sociais, econômicas e culturais”, afirmou o oficial titular do cartório premiado.

O planejamento da serventia para o projeto “Não se Cale, Registre”, em 2020, é dar continuidade ao programa já existente no estado: “Rede de Combate a Violência e Criminalidade contra Crianças e adolescentes”. A iniciativa visa formar e capacitar profissionais da área com o objetivo de aprimorar o atendimento, a assistência e a proteção dos jovens com direitos violados.

Moura explicou, ainda, que a meta para os próximos 12 meses é que o Programa seja realizado em toda a cidade de Belém e na Ilha do Marajó. Para isso, querem melhorar a assertividade na identificação de casos de violação de direitos de crianças e adolescentes e fortalecer a rede de proteção.

Fonte: Assessoria de imprensa – Anoreg/BR