“Ai de nós se não fossem os cartórios”

 

Entrevistas Corregedores
Maria Erotides Kneip
Corregedora geral do Estado do Mato Grosso

 

“Ai de nós se não fossem os cartórios”

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) apresenta por meio da série “Corregedoria em Destaque” entrevista com a corregedora geral da Justiça do Estado do Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, que fala das principais ações realizadas pela Corregedoria do Estado, especialmente aquelas direcionadas aos cartórios que, segundo ela, prestam importantes serviços à sociedade, além de serem um importante meio para a solução alternativa de conflitos, como a mediação e conciliação.

 

Anoreg/BR - A mediação e a conciliação em cartórios, previstas pelo novo CPC, para desafogar o Poder Judiciário, ainda aguarda normatização. A Corregedoria do Mato Grosso do Sul irá se posicionar a respeito do tema?

Maria Erotides Kneip - Nós ainda não normatizamos, mas sou plenamente favorável. As serventias, com todos os serviços que prestam para o País e sua infiltração nos lugares mais longínquos, é para mim o grande espaço tanto para mediação quanto para conciliação. O que precisa é haver um treinamento amplo, efetivo, verdadeiramente eficaz, para que as conciliações e mediações ocorram. Essa capacitação provavelmente será feita pelas corregedorias. Não podemos abrir mão desses espaços que as serventias do foro extrajudicial nos permitem nessa modalidade de solução alternativa de conflitos.

 

Anoreg/BR - Como avalia a importância das serventias extrajudiciais para a sociedade?

Maria Erotides Kneip - Ai de nós se não fossem os cartórios, se não fossem os delegatários. É uma atividade fundamental e que vem, no Estado de Mato Grosso, aprimorando-se. No nosso Estado todas as serventias já possuem o serviço eletrônico de informações, que permite à corregedoria acessar aos atos notariais lavrados ou registrados, com delay de 48 horas. Talvez nos cartórios mais longínquos, 72 horas. Isso permite visibilidade e transparência dos atos notariais, não só para a corregedoria, mas para toda a sociedade, e eu trabalho com a ideia de ver isso unificado no País e com a possibilidade de fazer isso em tempo real. O serviço em si é excelente, uma oportunidade ímpar que precisa ser bem cuidada pelas corregedorias

 

Anoreg/BR - Qual a importância do Encoge para a padronização das ações das Corregedorias Estaduais?

Maria Erotides Kneip - Trazemos as experiências de cada tribunal, o dia a dia de cada corregedoria, não importa se o tribunal é de grande, médio ou pequeno porte, a realidade na verdade é uma só: esse encontro de corregedores permite que haja uma padronização, uma forma de agir e conduzir as demandas que chegam para nós. Embora em alguns Estados haja, entre eles, divergências normativas em alguns aspectos, a troca vai, cada vez mais, unificando a maneira de agir. Penso que nosso Colégio de Corregedores, nos seus 20 anos de existência, já trouxe muita contribuição para essa padronização. Estamos caminhando agora, quem sabe, para que possa haver uma normativa geral que contemple a situação de todas as corregedorias do País

 

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